Nos limites da tolerância
Geração perdida
As velas já não acendem
Do mesmo jeito
Ninguém vai te salvar
A não ser você
Ninguém vai te salvar
Fronteiras do esquecimento
Foram vencidas
As sombras não mais acolhem
Gritos de dor
Ninguém vai te salvar
A não ser você
Ninguém vai te salvar
Seja você mesmo o seu guia, tome tento
E desça já
Seja você mesmo o seu guia
Jah
13 de dezembro, eu me lembro
Não estava lá
Mas a história ouvi nas ruas eu vou te contar
Mais uma vez eles se encontram
O caos, carma e o conceito
Até parece mais um sonho
Não, eu vi direito
Sempre vai ter um ser humano andando na contra-mão
Às vezes na estrada limpa, às vezes sem olhar
Nessa hora sai faísca e pode haver explosão
Onde não faltou só respeito
Mas também coração
Caos, Carma, Conceito
30 de janeiro
Pés descalços, com meus sonhos vou
Firme atrás do que quero, na trilha onde estou
Tentando sempre equilibrar
O caos, carma e o conceito
Mandando um salve pra vida
Seguindo do meu jeito
Mais um discípulo do peso
Um filho de MG
Buscando ser quem eu sou
E eu não sou você
Não quero ter mais um livro
Com frases que não vou ler
Sendo eu mesmo te ofendo?
Então vá se foder
As vezes vejo tudo com meus olhos de enxergar o mal
As vezes vejo tudo negro
Uma fagulha de ofensa estoura a febre e tudo vira sal
Ofensa sempre tem seu preço
As vezes vejo tudo com meus olhos de enxergar o mal
Poucas palavras pesam chumbo
Mais um largado no mundo, mais um tretando a esmo
Desse jeito enfraqueço
Formas, fatos, buscas
Pretensões
Poço fundo, bateria fraca
As vezes vejo tudo com meus olhos de enxergar o mal
Muita cizânia, pouco apreço
Dois lobos lutam no meu peito
Um é o ódio, o outro é o amor
Vence aquele que alimento
As vezes vejo tudo com meus olhos de enxergar o mal
Desconfiança aqui é mato
E se de fato na hora da dúvida pode acontecer o erro
Da cautela não esqueço
As vezes vejo tudo com meus olhos de enxergar o mal
As vezes tudo fica feio
Uma fagulha de ofensa estoura a febre e tudo vira sal
As vezes fico cego com meus olhos de enxergar o mal
Por uma hora, um segundo
Mais um perdido no mundo, mais um buscando saída
Ao encontrar desapareço
Sombras de um pesadelo
Peixe pequeno, lago grande
Boa caça tem em todo lugar
Asas negras procurando sombrear
Sempre em movimento
Indo por trilhas escuras
Saudando a vida
Lado a lado com a ilusão
Agora é xeque-mate irmão
Falar de paz quando se vive em guerra é diferente
Um forte nó na garganta
O corpo briga com a mente
Falar demais quando se vive em guerra é diferente
Asas negras voam alto
Procurando sombrear
Asas negras voam baixo
Procurando sombrear
Fome não sacia com fruto podre
Colhido em solo envenenado
Lavado com água de rio
Já sem vida não se limpa
Tudo continua errado
Religiões insanas onde a premissa é matar
Eternamente obsoletas
Se propagam feito moscas por todo planeta
Isso nunca foi sagrado
Pessoas que fazem perguntas respondendo
São inúteis
Melhor ficarem caladas
Açoitadas pelo ego não respeitam diferenças
Trocam seis por meia dúzia
ISO 666
Fodão-se os assassinos disfarçados
Protegidos nas entranhas do Senado
Fodão-se os seus discursos decorados
ISO 666 (six six six)
Fodão-se os brinquedinhos digitais
Esse mundo descolado não resolve nada
Fodão-se as suas modas, os seus hypes
ISO 666 (six six six)
Fome não sacia com fruto podre
Colhido em solo envenenado
Lavado com água de rio, já sem vida não se limpa
Tudo segue inalterado
E tudo segue então
A mesma merda o tempo inteiro
ISO 666
Fodão-se os assassinos disfarçados
Protegidos por capachos deputados
Fodão-se os seus discurdos decorados
ISO 666 (six six six)
Eu vou com Gaia
Criaturas mesquinhas peleando por migalhas
Sem nunca haver um vencedor
Na era do ego se mata em nome do amor
Sua lei, minha lei
Mas as migalhas que caem da sua mesa
Não satisfazem minha fome de justiça
Sua ambição é o combustível da cobiça
Eternamente inexplicável incerteza
A revolta que brota nas veias da impunidade
É diferente da vaidade
Luta por autonomia, egoísmo, egocentrismao
Se tornam armas da violação
Espécie humana rumo à destruição
Sua lei, minha lei
A fuga é impossível dos porões do medo
Ninguém tem pena de você
Vagabundo senta o dedo
Você plantou o medo?
Então colha o terror
Plantou a ganância?
Colha sua dor
Seja bem vindo ao mundo feito por você
Sua ganância e inveja buscam pelo poder
Sua arrogância e prepotência vem da sua fala
Só que o esgoto explodiu e invadiu sua sala
O fosso do seu castelo já não traz proteção
Seu ouro de tôlo tornou-se maldição
Agora sente a vida se esvair em segundos
Pague o preço pela sua soberba imundo
Direto do cerrado venho eu rasgando o tema
Canalha ostentador ouça minha voz e trema
Dente por dente, olho por olho, essa é a lei
A sua lei, minha lei
Ilusória doutrina impera em Gaia
Tornando o mundo um verdadeiro absurdo
Uma nova verdade a cada segundo
Sua lei, minha lei
E se a água não dá pra tanta sede
E o poder não se importa com você
Enquanto manda os seus filhos pra morrer
Na contramão da correnteza vem a rede
Parado na encruzilhada agora estou
Não sei onde vou
Peço aos sentidos que me guiem ou
Posso cortar um dobrado
Posso ficar desnorteado
Posso ser mais um perdido no piloto automático
Outro final trágico
Com certeza não pretendo ser
Espero a clareza fico aqui até o sol nascer
Então receber
Aquilo que ele oferta a gente aceita
E de maneira sutil mais uma escolha é feita
Tô na encruzilhada
Mas não
Saio daqui por nada
Vou ficar até o sol nascer
Mas enquanto ele não chega eu só observo
Procurando por respostas que as vezes estão perto
Num mar de referências busco o que quero
E paralelo me pergunto se o que quero é o certo
Será?
Uma guera entre uma lado e outro no meu cérebro
Vou focar nas referências, me lembrar de onde venho
Ouvir o coração, fazer aquilo que quero
E também uma oração
Pra que eu queira sempre o certo
O que é o certo?
Entre guitarras, batera e baixo
Na encruzilhada me acho
Sagacidade me guia no espaço tempo
Onde eu me encaixo
Sem olhar cabisbaixo focado no nada
Meu objetivo me guia ao enfiar o pé na estrada
Tô na encruzilhada
Mas não
Saio daqui por nada



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